1. O que é o SMART
O SMART é o núcleo integrador do sistema — o "cérebro" que dá sentido ao conjunto. Todos os testes e programas do site (atenção, memória, funções executivas, leitura, percepção, visuopraxia, reabilitação) alimentam o SMART: ele reúne esses resultados em um único lugar e, com apoio de inteligência artificial, transforma tudo em um plano de reabilitação integrado, no formato de metas SMART.
Enquanto cada teste enxerga uma peça do paciente, o SMART junta as peças e propõe o caminho de tratamento. É a camada que conecta avaliação e reabilitação: em vez de deixar os resultados soltos, ele os converte em ação clínica concreta.
2. O que significa "SMART"
SMART é um acrônimo consagrado na definição de metas. Cada meta gerada procura ser:
| Letra | Critério | Significado |
|---|---|---|
| S | Específica | Clara e bem definida, sem ambiguidade |
| M | Mensurável | Possível de acompanhar com um indicador |
| A | Alcançável | Realística para o paciente e o contexto |
| R | Relevante | Ligada a um objetivo clínico que importa |
| T | Temporal | Com um prazo definido |
3. Como usar
- Selecione o paciente na lista (que já realizou testes no sistema).
- O SMART reúne os resultados disponíveis desse paciente.
- A IA propõe metas SMART de reabilitação com base nesse perfil.
- O profissional revisa, ajusta e decide quais metas adotar.
4. Papel da IA e responsabilidade clínica
As metas são uma sugestão gerada por IA a partir dos dados. Servem para acelerar e organizar o raciocínio clínico, não para substituí-lo.
5. Boas práticas
- Use o SMART depois de aplicar os testes relevantes, para o plano refletir o perfil atual.
- Revise as metas com o paciente/família — metas combinadas têm mais adesão.
- Reavalie periodicamente: metas SMART têm prazo, então devem ser revisitadas.
6. Fundamentação (Referências ABNT)
DORAN, G. T. There's a S.M.A.R.T. way to write management's goals and objectives. Management Review, v. 70, n. 11, p. 35-36, 1981.
WILSON, B. A. Neuropsychological rehabilitation: theory and practice. Lisse: Swets & Zeitlinger, 2003.
SOHLBERG, M. M.; MATEER, C. A. Cognitive rehabilitation: an integrative neuropsychological approach. New York: Guilford Press, 2001.
MALLOY-DINIZ, L. F. et al. (Org.). Avaliação neuropsicológica. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.